(a alma tão cansada
e pela frente
uma longa jornada...
tão tristes
os caminhos da mente
nas sombras que fites
de frente
sem saberes da escuridão
que te segue rente
ao chão.)
podes pedir piedade
mas a espada
desce
ferindo a tua amada.
a noite apaga o dia
no clarão inocente da criança
- e o certo, se perdia -
quando o sol no sacrifício morre
mártir do lobo encarniçado
- quando a razão não discorre -
na cor poente
que no covil longe espera
o que não sente
nem mesmo instinto de fera
entrincheirado
o míssil largado.
mas outro logo se seguia
na indizível maldade
de quem da morte faz alegria...
(já são mais de cem, talvez mil, talvez mais)
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