quinta-feira, 12 de março de 2026

zahra




(a alma tão cansada

e pela frente 

uma longa jornada...


tão tristes

os caminhos da mente 

nas sombras que fites

de frente 

sem saberes da escuridão 

que te segue rente

ao chão.)


podes pedir perdão 

mas a espada

desce 

ferindo a tua amada.


a noite apaga o dia 

no clarão inocente da criança 

- e o certo, se perdia -

quando o sol no sacrifício morre 

mártir do lobo encarniçado 

- quando a razão não descorre -

na cor poente

que no covil longe espera 

o que não sente

nem mesmo instinto de fera

entrincheirado

o míssil largado.

(já são mais de cem, talvez mil, talvez mais)





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