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quinta-feira, 7 de maio de 2020
Uma pequena Luz
Covid-19: Coronavírus pode estar a perder força, avança estudo
06.05.2020 às 12h3
Investigadores da Universidade do Arizona, nos EUA, descobriram uma nova mutação no código genético do SARS-CoV-2 que acreditam ser muito semelhante a uma outra encontrada em 2003 no vírus da SARS quando este começou a enfraquecer
Uma nova mutação encontrada recentemente no código genético da Covid-19 deixou expectantes os investigadores da Universidade do Arizona, nos EUA. Segundo o professor Efren Lim, principal autor do trabalho, esta nova mutação apresenta fortes semelhanças com as alterações genéticas da SARS registadas na fase final do surto, em 2003, quando a doença começou a perder força.
O estudo, agora publicado no Journal of Virology, envolveu mais de 382 amostras de zaragatoa nasal extraída de pacientes hospitalizados com Covid-19. No entanto, apenas uma destas amostras apresentou a falta de um segmento considerável de material genético, identificada pela equipa como uma nova mutação do vírus. Os especialistas acreditam, porém, que este poderá ser um bom indício, tendo em conta que quando uma mutação semelhante foi identificada em 2003, espalhou-se rapidamente pela China e no prazo de cinco meses o surto de SARS foi interrompido.
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“Uma das razões pelas quais essa mutação é interessante é porque reflete uma grande exclusão que surgiu no surto de SARS em 2003”, disse o professor Lim numa entrevista ao Daily Mail, na qual revelou também que esta nova mutação subtrai ao coronavírus uma das suas principais armas contra a resposta imunitária dos hospedeiros humanos, tornando a infeção significativamente mais fraca. “A conclusão é que o vírus teve uma grande exclusão, o que demonstra que é possível transmitir-se sem ter partes completas do seu material genético”, acrescentou o co-autor do estudo, Matthew Scotch, em comunicado.
Os resultados do estudo foram possível graças a uma nova tecnologia de sequenciação que permitiu à equipa de investigadores determinar como o vírus se está a espalhar, modificar e adaptar ao longo do tempo. Mas não só – a nova técnica permitiu também identificar que o código genético do novo coronavírus perdeu no total 81 “fragmentos” particularmente relevantes dos 30 mil que o constituem. Cada um desses “fragmentos” corresponde a unidades químicas que integram a sua composição, à semelhança do que acontece com o genoma humano que, ao todo, reúne mais de três mil milhões.
No entanto, os investigadores do estudo sublinham que ainda é cedo para garantir que o novo coronavírus está a perder força: “Trata-se apenas uma gota num balde de água”, rematou Lim.
De <https://visao.sapo.pt/visaosaude/2020-05-06-covid-19-coronavirus-pode-estar-a-perder-forca-avanca-estudo/
segunda-feira, 6 de maio de 2019
Universo_Hubble
Nesta imagem estão mais de 13 mil milhões de anos da história do Universo
06.05.2019 às 8h00 h
HubbleSite
Parece uma simples noite estrelada, mas não é. Esta imagem é um mosaico de todo o Universo, composto pelos milhares de fotografias tiradas pelo telescópio espacial Hubble ao longo do tempo, e retrata mais de 13,3 mil milhões de anos da história do universo.
PEDRO DIAS
Os pontos de luz nesta imagem não são apenas estrelas, mas galáxias inteiras. A imagem foi concebida por um professor de astronomia, Pieter van Dokkum, e a sua equipa e é composta por 7,500 fotografias tiradas ao longo de 16 anos pelo telescópio espacial Hubble.
A montagem recria o universo desde que tinha apenas 500 milhões de anos até ao presente e compila mais de 265 mil galáxias, algumas anteriores à formação da Terra, que correspondem a um total de 13,3 mil milhões de anos da história universal.
“O Hubble viu esta parte do céu muitas vezes durante muitos anos, e agora combinámos todas estas fotografias numa única imagem grande angular, de altíssima qualidade. É como ter um livro de história do universo numa só imagem”, conta van Dokkum à CNN.
O mosaico completo do Hubble Legacy Field.
HubbleSite
A imagem funciona como um livro de história porque olhar para galáxias criadas em tempos tão distantes permite estudar o passado e a evolução do universo. Contudo, graças à sua distancia, algumas das galáxias estão reduzidas a pequenos pontos brancos de luz. Os cientistas explicam que, sem um telescópio ainda mais poderoso, esta é a melhor representação universal que se consegue obter.
O Hubble Legacy Field, nome dado pelos investigadores ao mosaico criado, é o retrato do universo mais completo até à data. A imagem permite estudar a expansão do universo, o que permitirá perceber a forma de como vários elementos são criados e evoluem, como as leis da física funcionam no espaço e ainda como a vida na Terra pode ter começado.
A imagem revela ainda galáxias já extintas, que morreram ou que acabaram por migrar e fundir-se com outras.
O telescópio Hubble, nomeado em homenagem ao astrónomo norte-americano Edwin Hubble, foi lançado em 1990 e foi usado até hoje para tirar fotografias do espaço. Estima-se que, em 2020, seja lançado o James Webb Space Telescope, um novo telescópio poderoso o suficiente para identificar as primeiras galáxias nascidas no universo.
in: revista "Visao"
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